Estudo revela nível preocupante de brasileiros com deficiência de vitamina D

O problema, que afeta as grandes capitais do País, pode levar ao aumento de doenças cardiovasculares e infecciosas

 Há pouco, o mundo soube da tragédia dos mineiros chilenos, presos desde 5 de agosto na mina San José, em Capiapó, após bloqueio da saída por um desabamento. Além de soro e rações de proteína e glicose, os médicos recomendaram dieta à base de peixe, leite e pêssegos, como forma de mantê-los vivos até sua retirada do local. Entre outros benefícios, os trabalhadores receberão o suficiente de vitamina D, normalmente sintetizada pela luz solar e essencial para a saúde dos ossos, dentes e pele.  Na impossibilidade de exposição ao sol, é fundamental adotar uma alimentação fortificada que contenha a quantidade necessária desse nutriente ou a suplementação. 

Estudo recente publicado no informe científico Clinical Nutrition, um dos principais do mundo, e conduzido pela Profª Rosa Maria Affonso Moysés e pela nutricionista Mariana Unger, da Universidade de São Paulo (USP), em conjunto com pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), revela que a população do Brasil sofre com a falta de vitamina D, mesmo vivendo em um país tropical, com luz solar em abundância. Essa deficiência pode levar a doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes, doenças infecciosas e esclerose múltipla, entre outros problemas de saúde.

 A metodologia utilizada foi selecionar 603 voluntários da cidade de São Paulo, de 18 a 90 anos, para aplicação de testes após o inverno. Nessa amostragem, 77,4% das pessoas apresentaram a deficiência do nutriente.  No verão subseqüente, 209 participantes da primeira fase fizeram uma nova checagem e o problema também apareceu. “É uma situação comum às grandes capitais, inclusive as do nordeste do País, onde o sol aparece durante todo o ano. Nesses lugares, as pessoas passam a maior parte do tempo em escritórios e não consomem porções suficientes de alimentos fontes de vitamina D” comenta Maria Fernanda Elias, Mestre em Saúde Pública e Doutoranda em Nutrição Humana Aplicada pela USP.

 Na Europa, já existem ações da comunidade científica para combater a questão. Em março deste ano, o Comitê Permanente de Médicos Europeus –Standing  Committee  of  European  Doctors  (CPME) –, o Vitamin D Workshop, ONG dedicada a apoiar encontros científicos sobre Vitamina D, e a Public  Advice  International  Foundation – PA International Foundation – fundação sem fins lucrativos dedicada a aconselhar organizações internacionais na melhora de problemas humanitários, realizaram uma conferência para conscientizar a sociedade e os profissionais da saúde quanto à deficiência da vitamina D, que afeta 50% da população dos países europeus.

 O CPME, que representa 27 países europeus e mais de 1,3 milhão de médicos daquele continente, defende suplementos e alimentos enriquecidos com o nutriente como a única forma viável de combater o problema. “No Brasil, especialistas também apóiam a política de fortificação, mas ainda não temos iniciativas oficiais organizadas a exemplo de outros países”, finaliza Maria Fernanda.

Fonte: Vida Equilíbrio

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