Intolerância à lactose e etnias

Hipócrates foi o primeiro a descrever a intolerância à lactose, ao redor de 400 aC.

A condição é caracterizada por um desconforto gastrintestinal que ocorre após a ingestão de uma quantidade de lactose maior do que a capacidade do corpo em digeri-la e absorvê-la.

A lactose é o açúcar presente no leite e seus derivados. Para ser digerida, é necessária a presença de uma enzima chamada lactase.

A intolerância à lactose está diretamente relacionada à etnia. Estudos arqueológicos propõem a hipótese histórico-cultural, onde a alta prevalência de indivíduos que produzem lactase na vida adulta é resultado de um processo de seleção natural mais recente. Este seria responsável por possibilitar que determinadas populações, que nos seus primórdios dependiam da pecuária muito mais que da agricultura, contassem com o leite como importante componente da dieta, principalmente em épocas de escassez de colheita.

A razão de perda da atividade de lactase varia de acordo com os grupos étnicos, mas o processo fisiológico envolvido nessas diferenças ainda não foi sugerido. Os chineses e os japoneses perdem de 80% a 90% de atividade enzimática entre os 3 e 4 anos subseqüentes ao desmame. Entre os povos brancos norte-europeus, o mesmo processo pode levar de 18 a 20 anos.

O Guia Alimentar para a População Brasileira e o Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam o consumo de três porções diárias de leite e derivados. A exclusão dos produtos lácteos da alimentação pode levar à deficiência de nutrientes, uma vez que esses alimentos são importantes fontes de proteínas, vitaminas, cálcio biodisponível e outros minerais. Em muitos casos, produtos lácteos produzidos com baixos teores de lactose podem contribuir para atingir as recomendações diárias.

Converse com seu nutricionista antes de fazer qualquer alteração na sua alimentação.

Fonte: Adaptado de Llanos MFE. Hipolactasia e intolerância à lactose. Revista Nestlé Bio. Ano 5, no. 15, 2011. 

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