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Hot “Dogs” | Image credits: taste-of-japan

 

Pasta Nest | Image credits: Crafty Moods

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: 1,2,3 Inspiration

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seletividade alimentar infantil: como prevenir?

Fonte: Revista Nestlé com Você

Nos consultórios de pediatras e nutricionistas, são comuns as queixas de mães de crianças na fase pré-escolar sobre a alimentação de seus filhos. “A oscilação na aceitação das refeições e a resistência em experimentar novos tipos de alimentos e preparações podem causar grande preocupação aos pais e responsáveis, mesmo quando a criança apresenta bom estado nutricional e de saúde”, explica a nutricionista Adriana Kachani*.

“Embora habitual, a seletividade alimentar – caracterizada pela recusa total ou parcial a determinados alimentos – pode se tornar preocupante quando envolve um grande número de alimentos de forma a repercutir em carência nutricional importante”. Adriana conta que a dieta da criança seletiva está, normalmente, baseada em itens energéticos e produtos lácteos, sendo que os alimentos mais comumente rejeitados são verduras, legumes e frutas, fundamentais para o crescimento e desenvolvimento saudáveis.

“O início da seletividade costuma coincidir com o período de introdução aos alimentos sólidos e é um comportamento típico de crianças que começam a andar, ou seja, no segundo ano de vida. Pode ser apenas uma fase transitória ou pode se agravar, se as condições familiares não forem favoráveis”.

Segundo a nutricionista, alguns pais tendem a desenvolver angústia, frustração e estresse, pois acreditam que a saúde das crianças é vulnerável. Esses sentimentos fazem com que ofereçam alimentos substitutivos de baixo valor nutritivo. Consequentemente, a criança aprende que poderá obter o que deseja, se não consumir o que lhe for oferecido durante a refeição.

Um estudo sobre a percepção e ação dos pais quanto ao comportamento alimentar dos filhos mostrou que 45% desejavam mudar o hábito alimentar da criança. Para isso, 51% haviam oferecido recompensas e 69% tinham usado persuasão, atitudes desestimuladas pelos nutricionistas.

“Os pais não devem desistir nas primeiras tentativas, mas sim repetir a oferta dos alimentos rejeitados. Outro ponto importante é nunca disfarçar os itens declinados, pois a criança deve saber o que está comendo, aprendendo a identificar texturas e sabores. Muitas vezes, a simples troca de tempero pode ser um estímulo a comer. A criança pode, ainda, ser chamada para participar da elaboração do cardápio familiar, seleção e preparo de alimentos”.

Para Adriana, o aleitamento materno é a principal forma de prevenir a seletividade na infância. “Existe consenso que as experiências sensoriais do bebê durante os dois primeiros meses de vida possuem efeito residual. O leite materno representa um veículo potencial de experiências ricas e complexas, sendo um reflexo da cultura e dos hábitos alimentares de seus pais”.

“Outra conduta preventiva é a educação alimentar, que visa desenvolver atitudes adequadas em relação ao alimento, considerando aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais. O processo também é válido mesmo nos casos em que a seletividade já está estabelecida”.

* Adriana Kachani é Nutricionista. Mestre e Doutora pelo Programa de Fisiopatologia Experimental da FMUSP. Coordenadora da Equipe de Nutrição do Programa Mulher Dependente Química (PROMUD) do IPq-HC-FMUSP. Membro da Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas (ABRAND). Co-autora do livro “Nutrição em psiquiatria” (Artmed Editora).