Pirâmide Alimentar é redesenhada: conheça o que mudou

Esquema gráfico que indica a proporção de cada tipo de alimento que deve ser ingerida diariamente, a pirâmide alimentar adotada no Brasil foi criada em 1999, pela pesquisadora Sonia Tucunduva Philippi, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo). Agora, pela primeira vez, o instrumento de consulta passou por modificações para melhorar a qualidade da dieta dos brasileiros.

As proporções continuam as mesmas, assim como a disposição dos grupos de nutrientes na pirâmide. O que mudou foi a inclusão de alguns alimentos, como o arroz integral , as folhas verdes-escuras, peixes como salmão e sardinha e oleaginosas como castanha-do-pará.

“O redesenho e a inserção de novos alimentos foram necessários para melhor adaptação à dieta e aos hábitos culturais dos brasileiros. A refeição é um momento no qual se deve ter prazer. Então, as boas escolhas alimentares também devem levar esses fatores em consideração”, declara Philippi.

Fonte: UOL Notícias Saúde (13 jul 2013)

Pirâmide Alimentar para Crianças e Adolescentes

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) fez uma adaptação da Pirâmide Alimentar para atender as necessidades nutricionais de crianças e adolescentes, visando promover a saúde e o bem-estar.

Os grupos alimentares são os mesmos da pirâmide original para adultos e apenas as porções foram adaptadas para atender as necessidades específicas de cada faixa etária:

– cereais, pães, tubérculos e raízes

– verduras e legumes

– frutas

– feijões

– carnes e ovos

– leite, queijos e iogurtes

– óleos e gorduras

– açúcar e doces

Vale lembrar que a boa hidratação e a prática regular de exercícios físicos também são fundamentais para a manutenção da saúde.

Conheça a Pirâmide em detalhes:

 

 

Doença causada pela baixa ingestão de vitamina B1 volta a fazer vítimas no Brasil

O Ministério da Saúde anuncia parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social em força-tarefa que percorre regiões do país em busca de vítimas de beribéri.  

Beribéri é o nome da doença causada pela deficiência de vitamina B1, também conhecida como tiamina.  Os sintomas apresentados no estágio inicial da deficiência desse nutriente variam desde irritabilidade, perda de peso, apatia, anorexia e fraqueza muscular até comprometimento da memória, confusão mental e problemas cardiovasculares.  Uma vez instalada a doença pode resultar em edema e perda de massa muscular.

De modo geral, autoridades sanitárias e médicos têm dado pouca importância aos sintomas apresentados pelos pacientes, confundindo o quadro com o de uma desnutrição simples. Provavelmente, isso ocorre porque os casos de beribéri se mantiveram extintos no Brasil por mais de 80 anos.

Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou prevalência de inadequação da ingestão de vitamina B1 entre jovens e adultos brasileiros. Os casos mais graves de inadequação foram entre homens de mulheres com 60 anos ou mais (44% e 47% respectivamente) e entre homens e mulheres de 19 a 59 anos (31% e 38% respectivamente).

Infelizmente, a prevalência de inadequação também foi alta entre os jovens de 14 a 18 anos (28% meninos e 27% meninas).  A vitamina B1 é um nutriente essencial para o crescimento e o desenvolvimento humano, pois está diretamente relacionada ao metabolismo dos carboidratos (principal fonte de energia para o corpo).  A ausência de vitamina B1 faz com que as células sofram pela falta de energia disponível.

Além disso, a transmissão de impulsos nervosos também fica prejudicada com a falta de tiamina.  As principais fontes de vitamina B1 são arroz, pães, massas, cereais integrais, batata, mandioca, assim como as preparações que levam esses alimentos como ingrediente. As perdas da vitamina pelo cozimento são variáveis, dependendo do tipo de cocção, temperatura e  pH,  por  exemplo.  O ideal é utilizar o mínimo de água possível durante o preparo, com o objetivo de maior aproveitamento da vitamina B1.

A pirâmide dos alimentos para a população brasileira recomenda o consumo diário de seis porções de alimentos do grupo do “Arroz, Pão, Massa, Batata e Mandioca”.  Uma porção equivale a quatro colheres  de  sopa  de  arroz  cozido (refinado ou  integral) ou 3 ½ colheres de sopa de macarrão cozido ou 1 pão francês ou  1 ½ unidade de batata cozida.

Alimentos industrializados enriquecidos com vitamina B1 e suplementos alimentares também contribuem para atingir as recomendações diárias desse nutriente.

Saúde da Mulher

Já faz tempo que a mulher deixou de ser o sexo frágil. Guerreiras e batalhadoras, as mulheres não se acomodaram e foram à luta. Conquistaram seu espaço na sociedade, quebraram paradigmas e, finalmente, provaram que são muito mais fortes do que se imaginava. Mas essas vitórias vieram com um desafio: preservar a saúde ao mesmo tempo em que acumulam cada vez mais atividades no dia a dia. 

Nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, a porcentagem de mulheres que vivem em ritmo acelerado e em situação de estresse tem aumentado ao longo dos anos. Este fato se deve à soma de responsabilidade, já que, além de trabalhar fora de casa, a mulher continua responsável pelos cuidados com a família e com a casa.

Quando falamos de saúde, consideramos uma série de aspectos, como a relação com o meio ambiente, as condições de trabalho, moradia, lazer, renda, prática de atividade física e, principalmente, os cuidados com a alimentação. 

Além de viver mais tempo que os homens, em média 6 a 8 anos, as mulheres possuem características biológicas próprias, que as diferencia dos gênero masculino. Em termos gerais, as mulheres são menores, mais leves, possuem maior porcentagem de gordura corporal e menor taxa de metabolismo. Essas e outras diferenças exigem cuidados nutricionais específicos. 

A menor taxa de metabolismo basal, por exemplo, indica que a mulher deve ficar mais atenta à quantidade de calorias diárias que consome e, principalmente, à qualidade nutricional dos alimentos. As alterações hormonais e a perda de sangue pela menstruação também requerem atenção especial, assim como os períodos de gestação e lactação. 

Uma alimentação balanceada, que inclui itens de todos os grupos da pirâmide alimentar brasileira contribui para uma vida longa e saudável. As mulheres adultas, sempre que possível, devem optar por carnes, leite e derivados com menores quantidades de gordura. Os peixes são exceção, pois contribuem com a ingestão de ácidos graxos poliinsaturados (como o ômega-3). Cereais integrais, frutas, verduras e legumes recebem destaque pelo conteúdo de fibras, vitaminas, minerais, carotenóides e outros antioxidantes.  

fonte: Maria Fernanda Elias – elaborado com exclusividade para DSM Nutritional Products

O café-da-manhã é realmente importante?

A falta de tempo, a correria do dia a dia e até mesmo a ausência de apetite logo cedo acabam fazendo com que muita gente saia de casa sem tomar o café da manhã. Mas, se seu objetivo é levar uma vida saudável e ter energia ao longo do dia, reserve alguns minutos para fazer essa importante refeição.

O café da manhã é responsável por quebrar o período de jejum prolongado depois de uma noite de sono. O fato de não se alimentar pela manhã desencadeia uma fome exagerada durante o almoço, fazendo com que se coma demais. Além disso, os alimentos consumidos no café da manhã contribuem significativamente para que as necessidades diárias de nutrientes como, por exemplo, cálcio e fibras sejam atingidas.

O Ministério da Saúde recomenda que sejam feitas três refeições principais por dia (café da manhã, almoço e jantar), intercaladas por pequenos lanches. Para manter o bom funcionamento do organismo, é muito importante não pular nenhuma delas.

Lembre-se de incluir sempre uma variedade de itens da pirâmide alimentar na sua refeição.

Leia essa e outras dicas no Diário Operação Biquini: http://www.nestle.com.br/operacaobiquini/page/Nutricionista-Maria-Fernanda-Elias.aspx