Pirâmide Alimentar é redesenhada: conheça o que mudou

Esquema gráfico que indica a proporção de cada tipo de alimento que deve ser ingerida diariamente, a pirâmide alimentar adotada no Brasil foi criada em 1999, pela pesquisadora Sonia Tucunduva Philippi, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo). Agora, pela primeira vez, o instrumento de consulta passou por modificações para melhorar a qualidade da dieta dos brasileiros.

As proporções continuam as mesmas, assim como a disposição dos grupos de nutrientes na pirâmide. O que mudou foi a inclusão de alguns alimentos, como o arroz integral , as folhas verdes-escuras, peixes como salmão e sardinha e oleaginosas como castanha-do-pará.

“O redesenho e a inserção de novos alimentos foram necessários para melhor adaptação à dieta e aos hábitos culturais dos brasileiros. A refeição é um momento no qual se deve ter prazer. Então, as boas escolhas alimentares também devem levar esses fatores em consideração”, declara Philippi.

Fonte: UOL Notícias Saúde (13 jul 2013)

Pesquisa da USP mostra que comer fora de casa pode aumentar o risco para excesso de peso

MARIANA LENHARO – Agência Estado

Entre os paulistanos, quem tem o hábito de comer fora de casa tem também maior risco de estar acima do peso. Essa é a conclusão de um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), que também mostrou que a variedade de alimentos consumidos em restaurantes e lanchonetes, mais ricos em gordura, está associada a um maior índice de hipertensão.

O estudo se baseou em dados do Inquérito de Saúde de Base Populacional no Município de São Paulo (ISA-Capital), feito entre 2008 e 2009 e financiado pela Secretaria Municipal da Saúde. Foram 834 pessoas entrevistadas, entre adolescentes, adultos e idosos, das quais 32% afirmaram fazer pelo menos uma refeição fora de casa por dia.

Segundo a autora do estudo, a nutricionista Bartira Gorgulho, o consumo de alimentos gordurosos é facilitado em restaurantes e lanchonetes. Bartira acrescenta que é perfeitamente possível ter uma alimentação saudável fora de casa sem gastar muito com isso. Restaurantes por quilo, por exemplo, geralmente oferecem várias opções de verduras e legumes.

Para a nutricionista Ariana Fernandes, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), um dos motivos que elevam a quantidade de calorias das refeições feitas fora de casa é a falta de tempo. “Muitas vezes, as pessoas optam por um lanche rápido, que quase sempre é bem mais calórico que uma refeição balanceada.”

O brasileiro come fora cada vez mais. A Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) aponta que, em 2003, os gastos com alimentação fora do domicílio entre a população urbana representava 25,7% dos gastos totais com alimentação. Em 2009, essa parcela subiu para 33,1%. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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Nutrigenômica e o futuro da alimentação

Pesquisas realizadas nos últimos anos têm demonstrado que o estilo de vida tem um papel muito importante na regulação da função dos genes e, ao contrário do que se imaginava antes, o destino da nossa saúde não está mais 100% nas mãos do DNA.   

Assim, os nutrientes e outras substâncias presentes nos alimentos são capazes de controlar a expressão dos genes e, consequentemente, estimular as funções das células que compõem o indivíduo.

Nesse sentido, é possível estabelecer uma conduta dietética para reduzir o risco de desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão arterial, osteoporose e câncer, as principais causas de morte na população brasileira e mundial.

Esse cenário reforça a importância de se adotar um estilo de vida saudável cada vez mais cedo. Uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios físicos fazem toda a diferença quando o assunto é saúde.

Consulte sempre um nutricionista antes de fazer mudanças em sua dieta.

 

Fontes: Revista Nestlé com Você e Dr. Carlos Eduardo Andrade Chagas (Nutricionista e pesquisador no Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo na subárea interação gene-nutriente).